Fase final da Copa América

Guia da Betsson para a Copa América 2021


Após muita emoção na fase de grupos da Copa América, chegamos à sua etapa definitiva com o início da fase final da competição continental. Para a grande sorte dos torcedores de futebol, a etapa inicial do torneio foi marcada por muito bom futebol e grandes emoções por parte dos times envolvidos no campeonato.

Grupo A

No grupo A, ficou marcada a valentia da seleção paraguaia em sua vitória por 2 a 0 sobre o Chile. O time guarani não só confirmou sua classificação à fase final da Copa América, mas também demonstrou que ainda é um perigo aos favoritos Brasil e Argentina. No entanto, no confronto seguinte da equipe alvirrubra, contra a tradicionalíssima seleção uruguaia, os maiores campeões da Copa América mostraram que o peso da camisa celeste pode ainda ser carregado pelo mix de veteranos como Edinson Cavani e jogadores menos experientes, como Nicolás De la Cruz e Nahitan Nández. A equipe uruguaia levou a melhor, com uma vitória de 1 a 0 sobre o terceiro melhor time do grupo.

Ainda em relação ao grupo A, a Argentina merece um destaque à parte. Lionel Messi continua regendo com maestria os esforços da alviceleste, trazendo perigo aos adversários sempre que a bola se encontra a seus pés. Entretanto, na esmagadora vitória por 4 a 1 sobre a Bolívia, para fechar o grupo A, o show protagonizado pelo astro do Barcelona teve atuações coadjuvantes de peso como as de Alejandro Gómez e Lautaro Martínez, mostrando que a linha ofensiva da Argentina é uma das melhores não só da Copa América, mas também do mundo.

Grupo B

No grupo B, por sua vez, a seleção venezuelana superou as expectativas em uma campanha que quase colocou o time grená na fase final da competição. Contra a Colômbia, uma atuação digna de prêmio do goleiro Wuilker Fáriñez foi o principal fator por trás do empate de 0 a 0 entre os times. Já no embate contra outro time andino, o Equador, a Venezuela mostrou seu espírito batalhador ao evitar uma derrota por 2 a 1 com o gol de empate no último minuto da partida, graças aos esforços de Ronald Hernández e seu assistente, Edson Castillo.

Assim como a Argentina, o Brasil também merece destaque especial por sua campanha na Copa América até então. Os dois primeiros jogos da Seleção tiveram performances quase irretocáveis em todos os setores, desde a linha ofensiva liderada por Neymar até os esforços defensivos de Marquinhos, Thiago Silva e Éder Militão, com grande suporte no meio-campo a partir de Casemiro e Fred. Os resultados foram vitórias elásticas por 3 a 0 e 4 a 0 sobre Venezuela e Peru, respectivamente.

Mesmo em momentos de adversidade, a seleção brasileira mostrou garra para superar os obstáculos. Assim foi no confronto contra a Colômbia, em que um golaço de Luis Díaz deu à Colômbia o gol de abertura do placar aos 10 minutos de jogo. As linhas defensivas colombianas se mostraram difíceis de ser quebradas até a segunda metade do segundo tempo, quando Roberto Firmino achou o gol de empate via assistência de Renan Lodi, ex-lateral do Athletico Paranaense. Logo em seguida, o astro brasileiro Neymar daria o passe para o gol de Casemiro para completar a “virada” brasileira por 2 a 1 sobre os colombianos.

Após todas essas emoções na fase de grupos, a fase final da Copa América terá de início com oito times chaveados nas quartas de final, com cruzamentos entre os times do grupo A e do grupo B para decidir as quatro seleções que irão avançar para as semifinais. Os vencedores das semifinais irão se enfrentar em um confronto final no Maracanã, no Rio de Janeiro, que receberá a sua segunda final da Copa América em dois anos.

As quartas de final se realizarão entre os dias 2 e 3 de julho em Goiânia, no Rio de Janeiro e em Brasília. As semifinais ocorrerão nos dias 5 e 6 de julho, no Rio e em Brasília. Teremos ainda a disputa pelo terceiro lugar da competição no dia 9 de julho, em Brasília, com a final da Copa América a ser realizada no dia 10 de julho no Rio de Janeiro.

Quartas de final

A primeira etapa da fase final da Copa América reunirá os oito melhores times da fase de grupos, quatro de cada um dos grupos A e B, em confrontos a serem realizados nos dias 2 e 3 de julho. Do grupo A, avançaram Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. Já em relação ao grupo B, se classificaram à fase vindoura Brasil, Peru, Colômbia e Equador.

Com Argentina e Brasil se classificando em primeiro lugar em seus respectivos grupos, só poderemos ter um eventual cruzamento dos dois amplos favoritos ao título na final do torneio,que, como já mencionamos, ocorrerá no Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 10 de julho. Caso isso aconteça, será a quarta final entre Brasil e Argentina na Copa América no formato eliminatório, com a Argentina se sagrando campeã em 1937 e o Brasil vencendo a alviceleste em 2004 e 2007.

As expectativas para o Brasil nas quartas de final da Copa América são as de confirmação de seu favoritismo. A seleção canarinho chega às quartas de final não só invicta, mas também com o melhor saldo de gols (+8) da fase de grupos graças ao elevado número de gols marcados (10) e uma defesa que tem se provado muito difícil de ser vazada (com 2 gols sofridos, empatado com a marca da Argentina no quesito).

Já a seleção chilena não se encontra em tão bons lençóis assim. Ainda que a equipe do Chile mereça total respeito dos brasileiros mesmo não estando em sua melhor fase, o time comandado por Martín Lasarte tem tido grandes dificuldades em convencer até mesmo seus leais fãs – algo que foi intensificado pela derrota por 2 a 0 contra o Paraguai para fechar a participação chilena na fase de grupos da Copa América. Logo, não será surpresa se o Brasil acabar dispensando a seleção chilena sem muitas dificuldades nesta primeira etapa da fase final da Copa América, avançando assim para a fase semifinal do torneio. 

Peru vs. Paraguai – 2 de julho, 18:00 – Estádio Olímpico Pedro Ludovico, Goiânia

Chegando ao grupo B da Copa América como a seleção vice-campeã do último campeonato, o Peru tinha como meta mostrar que seu nível de futebol continua alto em relação ao de seus vizinhos continentais. Foi o que a equipe conseguiu demonstrar nos jogos até então, exceto na “reconstituição” da final contra o Brasil, com a seleção canarinho vencendo seus antigos adversários por 4 a 0 em um show particular do astro Neymar, auxiliado pelos atacantes Everton Ribeiro e Richarlison.

As expectativas para o Paraguai antes da fase de grupos não eram tão altas quanto as relativas a seleções como Argentina, Uruguai e Chile, que geralmente se encontram nos primeiros lugares dos rankings de expectativas de título pré-competição. No entanto, a aguerrida seleção guarani não encontrou problemas em superar adversários como Bolívia e Chile, empurrando este último para o quarto lugar do grupo A com uma vitória de 2 a 0 ocorrida em Brasília, com gols de Braian Samudio e Miguel Almirón.

As duas grandes ausências da seleção peruana devido a lesões são dos veteraníssimos atacantes Jefferson Farfán e Paolo Guerrero. O primeiro ainda se encontra em recuperação de uma lesão no joelho sofrida antes da Copa América enquanto representava o seu clube atual, o Alianza Lima, no Campeonato Peruano. Já Guerrero, que atua pelo Internacional, também se encontra em processo de recuperação após uma cirurgia feita em seu joelho direito.

Do lado paraguaio, a maior ausência será a de Antonio Bareiro. O ala direito do Libertad se lesionou durante a vitória do Paraguai sobre o Chile por 2 a 0, e as expectativas são de que o atleta não atue mais na Copa América por conta do ocorrido. Existe também preocupação quanto à situação de Miguel Almirón, atacante do Newcastle United, da Inglaterra, que teve de ser substituído ainda no primeiro tempo da derrota paraguaia para o Uruguai, por 1 a 0.

Ainda que o Peru esteja com gana de mostrar sua força perante o resto da América do Sul, o Paraguai demonstrou na fase de grupos performances muito mais sólidas mesmo em suas derrotas para a Argentina e o Uruguai – dois dos favoritos ao título do torneio. No confronto contra a Argentina, que ficou com o primeiro lugar do grupo A, o Paraguai chegou a dominar os adversários em alguns momentos durante a derrota por 1 a 0 perante a seleção comandada por Lionel Messi. Por isso, é difícil não dar o favoritismo ao Paraguai neste confronto.

Brasil vs. Chile – 2 de julho, 21:00 – Estádio Olímpico Nilton Santos, Rio de Janeiro

Amplo favorito ao título da Copa América, o Brasil mais do que confirmou seu favoritismo com suas atuações na fase de grupos do campeonato. Mesmo em sua partida contra a Colômbia, em que a Seleção se encontrou em desvantagem no placar já no nono minuto da partida após um gol de Luis Díaz, os jogadores brasileiros não perderam o espírito de luta e conseguiram a virada por 2 a 1 no fim da partida, com um gol de Casemiro assistido pelo astro Neymar.

Já o Chile tem sido uma decepção para seus torcedores, com atuações fracas e falhas preocupantes diante de seleções consideradas abaixo do seu patamar. A derrota por 2 a 0 contra o Paraguai foi o jogo mais marcante – e também preocupante – sob tais condições, com os paraguaios mostrando muito mais tino ofensivo com a bola apesar de terem menos de um terço de sua posse durante todo o jogo.

Tratando-se de lesões, o Brasil teve sua maior perda em Daniel Alves. O lateral-direito que hoje atua pelo São Paulo sofreu uma lesão no joelho enquanto atuava pelo clube paulista na final do campeonato estadual contra o Palmeiras. Com isso, ele nem mesmo teve a chance de ser convocado pelo técnico Tite para integrar a Seleção e ajudar principalmente no preparo mental dos atletas mais inexperientes no grupo brasileiro. O comandante brasileiro também perdeu o zagueiro Felipe, que atua pelo Atlético de Madrid, na Espanha, e que foi substituído por Leo Ortiz, do RB Bragantino, após sofrer uma lesão no joelho durante a Copa América.

Não há dúvidas, entretanto, de que o Chile é uma das seleções mais prejudicadas por lesões nesta Copa América. Além de ter perdido o defensor Guillermo Maripán e o meio-campista Erick Pulgar devido a problemas físicos durante a competição, os chilenos tiveram que dispensar o astro Alexis Sánchez por conta de uma lesão na região posterior da perna. Com isso, o time perdeu boa parte do seu poderio ofensivo, o que em grande parte explica os três gols marcados em quatro partidas da fase de grupos da Copa América por La Roja.

Se o Brasil já era favorito a avançar sem muitos problemas para as semifinais da Copa América caso enfrentasse boa parte dos seus adversários, ter um oponente como o Chile, que se encontra em uma fase longe de boa, apenas facilitará tal trabalho. Obviamente não se pode perder a atenção perante uma seleção com veteranos como o meio-campista Arturo Vidal, que com uma única jogada pode mudar o panorama de uma partida, como já fez a nível clubístico enquanto atuava por Juventus, Barcelona e Bayern de Munique. No entanto, basta o Brasil manter as excelentes atuações da fase de grupos para que o seu favoritismo seja confirmado perante os campeões da Copa América de 2015 e 2016.

Uruguai vs. Colômbia – 3 de julho, 19:00 – Estádio Nacional Mané Garrincha, Brasília

O Uruguai chegou à fase de grupos da Copa América como a segunda força do grupo A, com a Argentina liderando as expectativas em torno das equipes neste lado do torneio. Mas ainda assim, esperava-se muito mais dos uruguaios,que chegavam com seus veteranos centroavantes, Luis Suárez e Edinson Cavani, em ótima fase em seus respectivos clubes, o Atlético de Madrid e o Manchester United. Entretanto, o que se viu em vez disso foram atuações até aguerridas contra Argentina e Chile, mas não boas o bastante para acender os ânimos dos torcedores uruguaios.

Para a Colômbia, as expectativas no grupo B eram bastante semelhantes. Dois de seus atacantes, Luis Muriel e Duván Zapata, vieram de uma temporada histórica para o clube italiano Atalanta, no qual ambos registraram 37 gols e 18 assistências combinados. Entretanto, ambos passaram completamente em branco pelo torneio até aqui, falhando em reproduzir pela seleção colombiana a forma ofensiva que ajudou a colocar a Atalanta no quarto lugar da Serie A da Itália.

Em termos de condições de jogo, o Uruguai é uma das seleções que se manteve sem problemas de lesão durante a competição. Já a Colômbia teve de trocar o lateral esquerdo Yairo Moreno por Frank Fabra, que atua na mesma posição, devido a uma lesão sofrida por Moreno na vitória da Tricolor sobre o Equador por 1 a 0 na abertura da fase de grupos da Copa América.

O confronto entre Uruguai e Colômbia é quiçá o que traz maior grau de dificuldade em termos de realizar quaisquer previsões, uma vez que ambos se encontram em condições bem semelhantes. Mas o Uruguai possui uma leve vantagem quanto ao seu momento atual após a vitória simples por 1 a 0 sobre o Paraguai, que ajudou a equipe a confirmar o segundo lugar no grupo A da Copa América graças ao gol de Cavani já no primeiro tempo da partida. Já a Colômbia vem de uma derrota por 2 a 1 contra o Brasil para fechar sua atuação na fase inicial do torneio.

Argentina vs. Equador – 3 de julho, 22:00 – Estádio Olímpico Pedro Ludovico, Goiânia

A Argentina chegou à Copa América como a segunda favorita, atrás apenas do Brasil nos rankings de expectativas quanto ao eventual vencedor da competição. Enquanto grande parte desse favoritismo pode ser atribuído a Lionel Messi e sua capacidade de se reinventar pelo Barcelona a cada temporada que passa apesar de já estar distante do seu auge físico, o astro da alviceleste tem recebido grande ajuda de companheiros no ataque – como Ángel Di María e Alejandro Gómez – durante toda a fase de grupos, incluindo a última vitória por 4 a 1 sobre a Bolívia na fase de grupos.

No grupo B, o Equador bem que tentou justificar as esperanças de torcedores e entusiastas do futebol sul-americano, que possuíam grandes esperanças nas atuações de jogadores como Moisés Caicedo e Enner Valencia. Entretanto, a classificação equatoriana só veio graças à vitória do Peru sobre a Venezuela na última rodada da fase de grupos, ainda que o time tenha chegado bem perto de uma vitória surpresa no último jogo do grupo contra o líder (e favorito ao título) Brasil, quando o placar final foi de 1 a 1.

Considerando perdas por lesão, a Argentina não sofreu muito durante a competição. Messi foi dúvida antes do jogo da Argentina contra o Paraguai, mas acabou atuando durante os 90 minutos de partida. A ausência mais importante no momento convocatório foi a de Lucas Alario, centroavante do Bayer Leverkusen cujo nome foi substituído por Julian Álvarez, do River Plate.

Já o Equador tem monitorado de perto a evolução física de Robert Arboleda, zagueiro que atua pelo São Paulo. O defensor equatoriano se lesionou há cinco semanas enquanto atuava pelo seu clube, mas sua recuperação ainda não foi completada – ainda que ele tenha conseguido manter nível físico suficiente para atuar pela seleção de maneira regular.

Como a Argentina continua sendo uma das favoritas ao título, ela é também favorita a passar para as semifinais da Copa América a partir do seu confronto contra o Equador. Assim como o confronto entre Brasil e Chile, seria uma grande surpresa ver a seleção equatoriana fazendo frente a Messi e companhia, considerando o nível de atuação que os argentinos têm mantido na fase inicial da competição continental de seleções.

Semifinais

A segunda etapa da fase final da Copa América será o penúltimo chaveamento da competição. Aqui se encontrarão os vencedores dos jogos das quartas de final envolvendo Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Brasil, Peru, Colômbia e Equador, em jogos a serem disputados nos dias 5 e 6 de julho.

Considerando nossas expectativas prévias para as quartas de final, espera-se que as semifinais sejam encontros entre Paraguai e Brasil de um lado, e Uruguai contra Argentina do outro. Este último confronto possui uma dose especial de significância na Copa América pelo seu peso histórico, uma vez que Uruguai e Argentina são as duas seleções mais vitoriosas da competição, com 15 e 14 títulos continentais, respectivamente.

Enquanto isso, o Brasil poderá enfrentar um nêmesis de outras edições da Copa América. Em 2011 e 2015, no confronto pelas quartas de final entre a seleção brasileira e os paraguaios, os guaranis se saíram melhor na disputa de penalidades máximas. Mas em 2019, o Brasil deu fim a este evento recorrente – e espera-se que o feito se repita também na semifinal.

Vencedor quartas 1 vs. Vencedor quartas 2 – 5 de julho, 20:00 – Estádio Olímpico Nilton Santos, Rio de Janeiro

Conforme mencionado anteriormente, as expectativas são de um reencontro entre Brasil e Paraguai na Copa América numa fase final do torneio pela quarta vez nos últimos dois anos. O Paraguai possui vantagem nesta disputa particular, com duas vitórias graças aos pênaltis, contra uma vitória também nos pênaltis da seleção brasileira na última Copa América, igualmente realizada em solo brasileiro.

O histórico do confronto torna impossível desconsiderar a possibilidade de uma nova disputa de pênaltis entre as duas equipes. Mas, caso o Brasil faça seu trabalho contra o Chile, mantendo os espíritos da equipe lá em cima e também mantendo o excelente equilíbrio entre ataque e defesa no esquema de Tite, derrotar o Paraguai no tempo normal será o esperado, visto que a Seleção possui o melhor ataque do torneio até aqui.

Vencedor quartas 3 vs. Vencedor quartas 4 – 6 de julho, 22:00 – Estádio Nacional Mané Garrincha, Brasília

Confrontos históricos têm a tendência de guardar surpresas. Este com certeza seria o caso no confronto entre Argentina e Uruguai, ainda que a seleção de Lionel Messi tenha a vantagem não só no talento, mas também no histórico recente, com sua vitória sobre os uruguaios por 1 a 0 na fase de grupos da Copa América.

Logo, a seleção argentina é o time que tem as melhores condições de se sair vitorioso desse confronto. Mas a margem não será tão grande, uma vez que clássico é clássico e fatos inesperados sempre podem ocorrer neste tipo de confronto, como um gol surpresa de um dos veteranos Cavani e Suárez já no começo da partida e um trabalho defensivo supremo da Celeste para chegar ao último jogo da Copa.

Final

A última fase – e jogo – da Copa América 2021 ocorrerá mais uma vez no Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 10 de julho, numa repetição do evento que ocorreu há dois anos.

À época, foram Brasil e Peru as equipes que chegaram a esta etapa da competição, com a seleção anfitriã batendo os visitantes dos Andes por 3 a 1 para se sagrar campeã da Copa América pela nona vez em sua história. Na atual edição, o mais provável é que haja o quarto confronto entre as seleções do Brasil e da Argentina, que são hoje as favoritas ao título sul-americano.

Não será uma missão fácil para a seleção canarinho, mesmo em face de excelentes atuações a níveis ofensivo e defensivo durante a fase de grupos da competição. A Argentina, apesar de ainda depender bastante de Messi para a criação de jogadas ofensivas e até para a finalização delas, possui ainda um meio-campo e setores defensivos competentes o bastante para dar ao astro do Barcelona e seus companheiros de ataque a solidez necessária para alcançar o posto mais alto do pódio na Copa América.

Mas o Brasil também possui muitas qualidades, como o talento de Neymar, que tem se mostrado chave em boa parte dos jogos realizados até aqui na competição. Além disso, o time de Tite tem mostrado que possui a melhor composição defensiva e também de meio-campo da competição tanto no papel quanto na prática, graças a excelentes atuações da dupla Thiago Silva e Marquinhos no miolo de defesa e da dupla de volantes Fred e Casemiro, justificando expectativas de estarem no grupo dos melhores jogadores da competição.

Um dia antes da final, em 9 de julho, teremos o confronto pelo terceiro lugar da competição entre os perdedores das semifinais, que pelas nossas estimativas serão o Uruguai e o Paraguai. Considerando o fato de o Paraguai ter um histórico de pódios recentes, enquanto a última vez que a Celeste Olímpica se encontrou entre as “cabeças” ocorreu em 2011, quiçá os guaranis possuam uma leve vantagem nesta disputa em particular.

Brasil vs. Argentina – 10 de julho, 21:00 – Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã, Rio de Janeiro

De acordo com as nossas expectativas, a final mais provável terá a seleção brasileira enfrentado a seleção argentina pela quarta vez na história mais do que centenária da Copa América. A vantagem atual é do Brasil, com vitórias em 2004 e 2007, enquanto a Argentina venceu o confronto em 1937.

No papel, o Brasil possui a seleção mais forte e também equilibrada de todo o torneio. O goleiro Alisson tem sido muito bem protegido pela linha defensiva comandada pela dupla de zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, enquanto o meio-campo composto por Fred e Casemiro é uma fonte de estabilidade para a Seleção. Na frente, Neymar tem feito show com a bola nos pés e criado boas chances para si e para companheiros de ataque como Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa.

Mas a Argentina possui o fator Lionel Messi. La Pulga vem de uma temporada pelo Barcelona em que marcou 38 gols e ofereceu 14 assistências em 47 jogos. Suas atuações pela Argentina na Copa América mostram que o hoje veterano de 34 anos ainda vai dar muito pano pra manga, liderando estatísticas como dribles bem-sucedidos e criação de jogadas para chute a gol – e com Neymar em sua cola.

A tensão de um jogo como Brasil e Argentina faz com que tais confrontos sejam muitas vezes decididos em uma só jogada. Mas, considerando as fases de Neymar e Messi, é bem possível que tenhamos uma final com mais gols do que o comum, na qual o que talvez faça a diferença seja a defesa, quesito que poderá garantir a vitória ao time mais bem preparado nesse sentido. E neste aspecto o Brasil tem uma clara vantagem sobre seus rivais do cone sul.